Especial Led Zeppelin- Equipamento dos Deuses, Parte 2

Led Zeppelin: As guitarras e os riffs de Jimmy Page
Led Zeppelin: Os equipamento dos Deuses e alguns riffs icônicos

Gibson Les Paul Standard

Imagine Jimmy Page e você provavelmente o visualizará tocando com a Les Paul Nº1. Comprada de Joe Walsh, do Eagles, em 1969, a Nº1 apareceu pela primeira vez em um registro de estúdio no disco Led Zepellin II. Logo se tornou a primeira escolha de Jimmy para shows — até o Reunion Show 2007 na arena O2.

Fender ‘Dragon’ Telecaster

Essa Tele forneceu grande parte dos timbres na estreia do Led e também foi utilizada para gravar o solo de guitarra cortante de “Stairway To Heaven”. Page herdou a Tele 1959 blonde de Jeff Beck quando ele se juntou ao Yardbirds em 1966, mas deixou sua marca na guitarra tirando a pintura original e pintando um dragão no corpo.

Danelectro 59DC

A Dano preta era a guitarra de afinações abertas de Jimmy, tocada em D-A-D-G-A-D para “White Summer” e “Kashmir” e em A aberto para o slide de “In My Time Of Dying”. Também é a guitarra que Page usa para ‘petrificar’ Jack White e The Edge com uma versão de “Kashmir” no documentário “It Might Get Loud”, de 2008.

Gibson EDS-1275 Double Neck

Ainda que as partes de 12 cordas de “Stairway To Heaven” tenham sido gravadas com uma Fender Electric XII, Page precisava achar um jeito de tocar tanto as partes de seis quanto de doze cordas ao vivo e a solução foi a EDS-1275. “The Song Remains The Same”, “The Rain Song” e “Celebration Day” receberam o mesmo tratamento ao vivo com a double-neck.

THE SONGS REMAIN THE SAME

Jimmy não foi o único a se inspirar em seus heróis — aqui estão cinco canções que ‘tomam emprestado’ elementos do repertório do Led Zeppelin.

Rage Against The Machine: Bulls On Parade

O arsenal de ataques pentatônicos de Tom Morello deve muito a Page e o riff de abertura de “Bulls On Parade” é como “Immigrant Song” para a Geração X. Ambos os riffs consistem de oitavas de F# na sexta e quarta cordas.

The Black Keys: Little Black Submarines

Dá para dizer que muitos momentos do Black Keys são inspirados em Page, mas esse rock acústico acionou nossos “sensores de Stairway”. A progressão principal é feita de acordes simples em posições abertas, mas o dedilhado e a troca de acordes de A para C em 0:39 vai te deixar com a pulga atrás da orelha.

Soundgarden: Spoonman

Chris Cornell e Kim Thayil são fabricantes de riffs drop D faz tempo, mas não a tanto tempo quanto Jimmy Page. O pré-solo aos 02:07 de “Spoonman” tem mais do que uma pitada de “Moby Dick”, graças à afinação grave e o uso do desenho da escala pentatônica de D menor de Thayil.

Pantera: I’m Broken

Se Dimebag Darrel inventou o groove-metal, quem deu a base foi o Led. O riff de abertura de “I’m Broken” tem alguns hammer-ons rápidos e segue com um padrão pentatônico descendente, ecoando os licks assimétricos de “The Ocean”.

Pearl Jam: Given To Fly

Os solos de Mike McCready geralmente evocam o trabalho de guitarra de Page, assim como suas canções. “Given To Fly” lembra “Going To California” graças a uma progressão de acordes baseada em G e D e na familiar melodia vocal de Vedder — tão familiar que o Pearl Jam já tocou as duas músicas lado a lado com Robert Plant.

Se o Led Zeppelin estava sentindo a pressão, não demonstrava em estúdio.

Aprenda o riff de “Communication Breakdown” do Led Zeppelin | Total Guitar Brasil #01

Esse riff é formado por nove notas E palhetadas para baixo na sexta corda, seguidas por um acorde D, um A e outro D. O truque é palhetar com movimentos pequenos e controlados para realizar, de forma mais fácil, a mudança dessas notas E rápidas para um ‘strumming’ de acordes [ataque de palheta ‘rasgueado’ feito em cordas múltiplas e normalmente no sentido para baixo]. Treinar lentamente é essencial. Se você sentir dificuldades, verifique se a mão digitadora não está saindo da região da 5ª casa enquanto você toca os E abertos.

Aprenda o riff de “How Many More Times” do Led Zeppelin | Total Guitar Brasil #01

Esse é um riff de dois compassos baseado na escala pentatônica de E menor, com um terceiro compasso fazendo um segundo final. O elemento da pentatônica menor é baseado nas quinta e sexta cordas, usando a 5ª e 7ª casas. Ou seja: você pode ficar apenas em uma posição no braço e usar apenas dois dedos. O segundo final é formado por um D e uma pestana de A, também tocados na 5ª posição.

*Os vídeos acima são parte integrante da edição #01 da revista Total Guitar Brasil.